M&A e fusões e aquisições para assessorias de investimentos exigem muito mais do que um advisor genérico com boa prática em due diligence jurídica. No mercado brasileiro de assessorias CVM 178, consultorias CVM 179 e wealths, a operação de compra e venda tem métricas próprias — AuC, receita recorrente, ROA, EBITDA ajustado e múltiplos que variam entre 8x e 15x [VALIDAR]. Quando um sócio entra em um processo conduzido por um M&A advisor que não opera o setor, o valor final tende a ficar abaixo do múltiplo justo, a due diligence deixa rastros regulatórios expostos e os contratos de earn-out são desenhados sobre métricas contábeis genéricas — não sobre a receita recorrente que realmente sustenta a operação.
A AAWZ conduz M&A para assessorias, consultorias e wealths a partir de dentro do próprio setor. Somos operadores independentes, com mais de 300 operações conduzidas e 8+ anos de atuação estruturando, operando e escalando escritórios [VALIDAR números]. Este pilar comercial explica, de ponta a ponta, como funciona uma operação de M&A especializado para assessoria de investimentos: das 4 frentes técnicas da AAWZ (preparação, valuation, negociação, integração pós-deal), passando pela faixa de múltiplos setor-específica, pela due diligence regulatória CVM 178/179, pela estruturação societária entre share deal e asset deal, até a integração dos primeiros 24 meses após o fechamento — fase crítica que a maioria dos advisors genéricos abandona no closing.
Texto assinado por Filipe Medeiros, Sócio e Head de M&A da AAWZ Partners, autor do livro “A Virada do Mercado” e responsável pela condução das operações de fusões e aquisições do setor de assessorias e consultorias de investimentos.
1. O que é M&A para assessorias de investimentos (e por que é diferente de M&A corporativo comum)
M&A para assessorias de investimentos é o conjunto de operações de fusão, aquisição, cisão, incorporação e sucessão societária aplicado especificamente a escritórios regulados pela CVM — assessorias CVM 178, consultorias de valores mobiliários CVM 179 e wealths independentes. Diferente do M&A corporativo comum (que precifica empresas por múltiplos de EBITDA contábil tradicional), o M&A de assessoria de investimentos opera sobre um conjunto de métricas setor-específicas que determinam o valor real da operação:
- AuC (Assets under Custody): o volume de ativos sob custódia vinculado à base de clientes do escritório. Não é faturamento — é o substrato que gera a receita recorrente.
- ROA (Return on Assets): a receita gerada sobre o AuC, expressa como bps ao ano. É o indicador-chave da eficiência comercial e de suitability da assessoria.
- Receita recorrente: a parcela da receita que chega mês a mês independentemente de novos aportes — derivada de rebate de custódia, fee de advisory, comissionamento de produtos estruturados mantidos em base.
- EBITDA ajustado: EBITDA contábil corrigido por receita recorrente real, custos de partnership do AAI, IR/CSLL de pass-through e ajustes one-off. É o número que o comprador usa para precificar — não o EBITDA da DRE bruta.
- Churn histórico: a taxa de saída de clientes e AuC ao longo de 24-36 meses. Escritório com churn alto perde valor mesmo com AuC crescente.
Um M&A advisor generalista, ao precificar uma assessoria, tende a aplicar múltiplos de mercado corporativo (4x a 7x EBITDA para empresas de serviço) [VALIDAR]. O resultado prático: o sócio vende 30% a 50% abaixo do múltiplo setor-justo [VALIDAR faixa]. Em assessorias e consultorias, os múltiplos praticados em operações bem conduzidas ficam na faixa de 8x a 15x EBITDA ajustado [VALIDAR] — exatamente o range que o advisor especializado consegue defender com documentação técnica e benchmarking setorial.
Outro ponto de diferenciação crítico: o M&A de assessoria de investimentos envolve due diligence regulatória específica. A CVM exige que assessorias (CVM 178) e consultorias (CVM 179) mantenham evidências documentais de compliance, suitability, PLD/KYC, contratos com custodiantes, política de comissionamento de AAI e registro formal de assessores autônomos. Um comprador sofisticado (seja uma XP Investimentos, um BTG Pactual ou um grupo consolidador) desconta risco regulatório severamente quando essas evidências não estão organizadas. Um advisor M&A genérico terceiriza essa parte para uma boutique jurídica pós-term-sheet — e o resultado é renegociação tardia de preço. O advisor especializado monta o dossiê preventivo antes de colocar a operação no mercado.
Em síntese: M&A para assessoria de investimentos é uma prática setor-específica que combina valuation quantitativo (métricas próprias), due diligence regulatória (CVM 178/179, PLD, contratos), estruturação societária (share deal, asset deal, earn-out sobre receita recorrente) e integração pós-deal operacional (retenção de base, sucessão do fundo de comércio do AAI, continuidade regulatória). Quem conduz o processo precisa ter operado assessorias antes — não apenas ter fechado contratos.
2. As 4 frentes do M&A AAWZ
A prática M&A AAWZ se estrutura em quatro frentes integradas e sequenciais. Diferente de boutiques jurídicas ou advisors generalistas — que entregam apenas uma parte do processo —, a AAWZ conduz do diagnóstico inicial à integração operacional dos primeiros 24 meses após o closing.
Frente 1 — Preparação para M&A em assessorias
A preparação é a fase invisível que define o múltiplo final. Um escritório que entra no mercado transacional sem profissionalização prévia perde, em média, entre 20% e 40% do valor que seria viável com 12 a 18 meses de estruturação [VALIDAR faixa]. A AAWZ conduz a preparação em três camadas:
- Profissionalização contábil: migração da DRE meramente fiscal para DRE gerencial auditável, com segmentação por linha de receita (custódia, advisory, produtos estruturados, fee fixo), margem por assessor autônomo, EBITDA ajustado documentado em 24-36 meses de histórico.
- Saneamento societário: revisão do captable (quem detém quanto, em que veículo, com que cláusulas de vesting e liquidez), atualização dos contratos de partnership com os AAIs, endereçamento da sucessão do fundo de comércio do assessor autônomo (ponto normalmente ignorado por advisors generalistas).
- Arcabouço regulatório: organização das evidências CVM 178/179, política de PLD/KYC documentada, matriz de suitability por cliente, registro formal dos AAIs, contratos vigentes com custodiantes (XP, BTG, Ancord, outros). Esse dossiê preventivo é o que permite atravessar a due diligence sem renegociação de preço.
Frente 2 — Valuation para M&A de assessoria
O valuation setor-específico é o núcleo técnico da operação. A AAWZ combina três metodologias aplicadas simultaneamente:
- Múltiplo sobre EBITDA ajustado: aplicação da faixa 8x a 15x [VALIDAR] com ajustes para maturidade do escritório, qualidade da base, receita recorrente comprovada e benchmarking com operações comparáveis.
- DCF com receita recorrente por AuC: modelo de fluxo de caixa descontado que projeta 5 a 7 anos de receita recorrente, incorporando churn histórico, ROA esperado e custo de partnership do AAI — não é o DCF genérico de empresa de serviço.
- Análise comparável setorial: leitura das operações recentes do setor (últimos 24-36 meses) para calibrar faixa de múltiplo e condições contratuais — dado que a AAWZ acumula como referência em valuation para M&A de assessoria por ter acompanhado mais de 300 operações.
O output é um documento de valuation tecnicamente defensável durante toda a due diligence do comprador. A diferença prática: o número entregue na fase 1 não sofre renegociação em cima do valor na fase 3 — porque o modelo foi construído sobre as métricas que o próprio comprador vai usar para questionar.
Frente 3 — Negociação e estruturação
A negociação integra três decisões técnicas críticas que, mal conduzidas, destroem valor mesmo quando o preço final é “bom”:
- Share deal vs asset deal: em share deal, o comprador adquire a participação societária (com passivos históricos incluídos); em asset deal, apenas ativos específicos (com custo fiscal diferente e possível necessidade de cisão prévia). A escolha certa depende de capital structure, passivos contingentes, impostos diferidos e estrutura do comprador.
- Earn-out sobre receita recorrente, não lucro contábil: é o erro mais comum em M&A de assessoria conduzido por advisor genérico. O earn-out precisa ser calculado sobre métrica que o vendedor controla (receita recorrente por AuC retida) — não sobre lucro contábil, que depende de decisões operacionais do comprador pós-closing.
- Cláusulas específicas para AAI e CVM: não-competição compatível com o mercado de AAI, sucessão do fundo de comércio, retenção de assessores autônomos-chave com vesting, continuidade das evidências CVM 178/179 pós-transferência.
Frente 4 — Integração pós-deal e sucessão
A frente que a maioria dos advisors abandona é justamente a que mais destrói valor quando mal conduzida: os primeiros 12 a 24 meses depois do closing. A AAWZ acompanha:
- Migração de base de clientes entre plataformas (quando aplicável) com meta de retenção acima de 85% [VALIDAR].
- Retenção de assessores autônomos-chave (programa de vesting, liquidez, governança pós-M&A).
- Continuidade regulatória CVM (transferência formal de registros, atualização de contratos com custodiantes).
- Cumprimento das cláusulas de earn-out — acompanhando métrica contratual em tempo real.
- Resolução de passivos pós-closing (contingências trabalhistas, fiscais, regulatórias) antes que se tornem litígio.
3. Preparação para M&A: como valorizar sua assessoria antes do processo
A preparação adequada é o principal determinante do múltiplo final. Escritórios que entram no processo prontos capturam, em média, 20% a 40% mais valor do que escritórios idênticos sem preparação [VALIDAR]. A seguir, os seis pontos de maior impacto:
3.1. DRE gerencial auditável e histórico de 24-36 meses
O comprador sofisticado precifica sobre EBITDA ajustado — o que exige histórico contábil auditável com segmentação por linha de receita. Escritórios que operam apenas com DRE fiscal veem o comprador aplicar desconto de risco de 15% a 25% simplesmente por falta de rastreabilidade [VALIDAR]. A preparação inclui migrar para DRE gerencial mensal, reconciliada com contábil, e produzir cinco relatórios padrão: receita por produto, receita por AAI, receita recorrente vs não-recorrente, margem por cliente e EBITDA ajustado documentado.
3.2. Receita recorrente identificada, projetada e defendida
Receita recorrente é a métrica que o comprador mais valoriza — porque é o que sobrevive à mudança de dono. Um escritório que identifica corretamente sua base recorrente (rebate de custódia, fee de advisory, manutenção de produtos estruturados), a segrega da receita não-recorrente (comissões pontuais, bônus) e projeta com base em churn histórico documentado, consegue defender múltiplo mais alto mesmo com receita total menor.
3.3. Captable e partnership saneados
Problemas comuns que emergem na due diligence e reduzem preço: sócios com participação não registrada, cláusulas de vesting vencidas sem renovação, partnership com AAI sem formalização contratual, fundadores com participações cruzadas em outros veículos, opções de compra de ações mal documentadas. A preparação societária — que pode envolver reorganização, cisão parcial ou criação de newco — tipicamente leva 4 a 8 meses e requer apoio jurídico especializado em operações societárias para assessorias.
3.4. Dossiê regulatório CVM 178/179 completo
A CVM exige evidência documental viva de compliance. A preparação implica montar o dossiê regulatório preventivo — antes que o comprador peça — com: registros atualizados de AAIs, política de PLD com procedimentos documentados, matriz de suitability por cliente com evidência de aplicação, contratos vigentes com custodiantes, histórico de adesão às instruções CVM aplicáveis. Escritórios sem esse dossiê veem o comprador aplicar desconto de risco regulatório — ou suspender a operação.
3.5. Retenção da base testada e projetada
Churn histórico é o teste de qualidade da base. Um escritório com churn anual acima de 15% [VALIDAR] em AuC vê o comprador aplicar desconto significativo — mesmo com receita atual alta. A preparação inclui medir churn de 24-36 meses, identificar clientes concentradores de risco (mais de 5% do AuC individual) e desenhar plano de retenção com aceno contratual ao comprador.
3.6. Partnership com AAI estruturado
A sucessão do fundo de comércio do assessor autônomo é o ponto mais frequentemente ignorado por advisors não-especializados — e o que mais gera litígio pós-closing. A preparação formaliza: contrato de partnership vigente com cada AAI, cláusulas de não-competição compatíveis com o mercado, política de comissionamento documentada, regra de sucessão do fundo de comércio (o que acontece com a carteira do AAI se ele sair ou for substituído).
4. Valuation de assessorias de investimentos: múltiplos 8x-15x [VALIDAR]
A valuation para M&A de assessoria combina metodologias aplicadas simultaneamente e calibradas pelas condições setoriais específicas. A faixa típica observada em operações conduzidas no mercado brasileiro fica entre 8x e 15x EBITDA ajustado [VALIDAR faixa] — com variações relevantes conforme:
- Maturidade operacional: escritórios com 5+ anos, estrutura profissionalizada, governança implantada tendem à banda superior.
- Qualidade da base de AuC: alta diversificação de clientes, perfil de investidor qualificado, baixa concentração individual puxa o múltiplo para cima.
- Receita recorrente comprovada: percentual de receita recorrente sobre receita total acima de 60% [VALIDAR] aumenta substancialmente o múltiplo.
- Churn histórico: escritórios com churn abaixo de 10% ao ano [VALIDAR] em AuC defendem banda superior; acima de 20%, banda inferior.
- Estrutura de partnership: partnership formalizado, com cláusulas vigentes e sucessão endereçada, reduz risco regulatório e aumenta múltiplo.
- Evidências CVM 178/179: dossiê regulatório completo e auditável reduz desconto de risco aplicado pelo comprador.
O valuation AAWZ combina três componentes metodológicos em paralelo. Primeiro, múltiplo sobre EBITDA ajustado calibrado por benchmarking com operações comparáveis do setor. Segundo, DCF com projeção 5-7 anos de receita recorrente por AuC, considerando churn histórico e ROA esperado. Terceiro, análise de operações recentes comparáveis (últimos 24-36 meses) para calibrar condições contratuais além do preço — estrutura de earn-out, pagamento em ações do comprador, cláusulas de retenção de AAI.
Para aprofundamento técnico na metodologia, veja o pillar temático específico sobre valuation aplicado a M&A de assessorias e consultorias.
5. Casos e prova: 300+ operações conduzidas
[REVISÃO FILIPE/ARTHUR ANTES DE PUBLICAR — toda esta seção depende de validação humana de cada número e case antes da publicação definitiva.]
A prática M&A AAWZ acumula mais de 300 operações conduzidas no setor de assessorias, consultorias e wealths nos últimos 8+ anos [VALIDAR número exato]. O portfólio combina sell-side, buy-side, fusões estratégicas entre escritórios, estruturações societárias pré-transação e acompanhamento pós-integração — com presença nacional e ticket diversificado.
Métricas agregadas da prática M&A AAWZ:
- 300+ operações de M&A conduzidas no setor [VALIDAR — manter claim já público na página de serviço]
- 8+ anos de atuação exclusiva em assessorias, consultorias e wealths independentes
- R$ [X] bilhões em AuC movimentados em operações acompanhadas [VALIDAR — solicitar número exato]
- [N] assessorias e consultorias vendidas ou adquiridas nos últimos 24 meses [VALIDAR agregado]
- Retenção média de acima de 85% da base de clientes em operações acompanhadas na fase 4 (pós-deal) [VALIDAR]
Case ilustrativo A — sell-side de assessoria CVM 178 no Sudeste [VALIDAR — substituir por case real anonimizado aprovado]: assessoria CVM 178 com AuC aproximado de R$ [X] milhões, equipe de assessores autônomos consolidada, vendida para grupo estratégico. Processo conduzido em 6 a 9 meses entre início da negociação e closing, com múltiplo dentro da faixa setor-específica de EBITDA ajustado. O earn-out foi estruturado sobre receita recorrente retida — cláusula que protegeu o vendedor durante os 18 meses de integração.
Case ilustrativo B — fusão estratégica entre consultoria CVM 179 e assessoria CVM 178 [VALIDAR]: consultoria de valores mobiliários em processo de consolidação, fundida com assessoria CVM 178 do Sul. A AAWZ conduziu a estruturação societária (share deal com cisão parcial), o valuation cruzado das duas operações e a integração regulatória. A fase 4 foi acompanhada por 18 meses, com retenção acima de 85% [VALIDAR] da base combinada.
6. Negociação e estruturação (share deal vs asset deal, earn-out)
A fase de negociação exige decisões técnicas que, mal conduzidas, destroem valor mesmo quando o preço final aparenta ser adequado. Três decisões são particularmente críticas:
6.1. Share deal vs asset deal: critérios de decisão
Em um share deal, o comprador adquire as quotas ou ações da empresa vendedora — o que significa que assume todos os passivos históricos (fiscais, trabalhistas, regulatórios), inclusive contingentes. A vantagem: transferência imediata de licenças, contratos e registros CVM. A desvantagem: o comprador exige escrow ou cláusulas de indenização robustas, o que reduz o preço líquido ao vendedor.
Em um asset deal, o comprador adquire apenas ativos específicos (base de clientes, contratos, propriedade intelectual, equipe) — deixando passivos históricos no vendedor. A vantagem: menor risco para o comprador, potencialmente preço mais alto. A desvantagem: necessidade de transferência individualizada de contratos, novos registros CVM, possível não-transferibilidade de contratos com custodiantes, custo fiscal diferente para o vendedor.
A decisão depende de fatores como capital structure do vendedor, passivos contingentes identificados na due diligence, perfil do comprador (grupo estratégico prefere share deal; financial sponsor pode preferir asset deal com newco), tratamento tributário sobre ganho de capital e complexidade de transferência de contratos regulatórios.
6.2. Earn-out: sobre o que calcular
Earn-out é o pagamento diferido condicionado a métricas pós-closing. É o instrumento que mais destrói valor quando mal desenhado — e mais protege o vendedor quando bem estruturado. Em M&A de assessoria, o earn-out precisa ser calculado sobre receita recorrente retida — métrica que o vendedor controla — e não sobre lucro contábil, que depende de decisões operacionais do comprador (contratação, investimento, alocação de custos corporativos) nas quais o vendedor perde voz após o closing.
Earn-out bem desenhado para assessoria inclui: janela de 18 a 24 meses (suficiente para medir retenção real da base), métrica contratual de receita recorrente por AuC retido, fórmula de cálculo explícita, mecanismo de auditoria independente, cláusula de proteção contra decisões operacionais adversas do comprador (ex: descontinuar linha de produto que gerava receita recorrente).
6.3. Cláusulas específicas para assessoria de investimentos
Além das cláusulas de M&A padrão (representações e garantias, indenização, escrow), operações de assessoria exigem cláusulas específicas:
- Não-competição compatível com o mercado de AAI: raio geográfico razoável, período de 12-24 meses, exceções que preservem a capacidade do vendedor de trabalhar no setor.
- Sucessão do fundo de comércio do AAI: regra explícita sobre o que acontece com a carteira do assessor autônomo se ele sair ou for substituído após o closing.
- Retenção de AAIs-chave: vesting de bônus de retenção para assessores autônomos-chave, conforme regra de liquidez.
- Continuidade CVM: cláusula garantindo a continuidade das evidências regulatórias e a cooperação do vendedor em eventuais questionamentos CVM pós-transferência.
7. Due diligence e aspectos jurídicos
A due diligence em M&A de assessoria opera em três camadas integradas. A AAWZ recomenda montar o dossiê preventivo antes de colocar a operação no mercado — o que reduz drasticamente o tempo de due diligence do comprador e o risco de renegociação tardia.
7.1. Due diligence jurídica e regulatória
Cobre: contratos com custodiantes (XP, BTG, Ancord, outros), contratos de partnership com AAIs, evidências CVM 178/179, política de PLD/KYC documentada, matriz de suitability, registros atualizados de AAIs na CVM, histórico de adesão às instruções CVM aplicáveis, litígios ativos e contingentes, contratos com clientes chave. A ausência de qualquer desses itens gera desconto de preço proporcional ao risco regulatório aplicado pelo comprador.
Para aprofundamento nas implicações societárias, veja o pillar temático sobre operações societárias aplicadas a assessorias e consultorias de investimentos.
7.2. Due diligence financeira e fiscal
Cobre: DRE gerencial auditada dos últimos 24-36 meses, reconciliação com DRE contábil, segmentação de receita recorrente vs não-recorrente, EBITDA ajustado com memorial de ajustes, obrigações acessórias em dia (ECD, ECF, DCTF, SPED), passivos tributários identificados e provisionados, contingências trabalhistas, histórico de distribuição de lucros vs pró-labore, estrutura de capital e dívida.
7.3. Due diligence operacional e de base
Cobre: qualidade da base de AuC (concentração, perfil de investidor, tempo médio de relacionamento), churn histórico 24-36 meses, receita por AAI (identificação de concentração), estrutura tecnológica (plataformas CRM, integração com custodiantes, política de backup), estrutura de governança (comitês, políticas de risco, frequência de reporting).
O output da due diligence preventiva AAWZ é um data room completo — organizado com controle de acesso granular — que antecipa todas as perguntas que o comprador faria. O efeito prático: o time de due diligence do comprador encontra respostas em vez de criar dúvidas, o que sustenta o preço acordado no term sheet.
8. Integração pós-deal e sucessão
A integração pós-closing é a fase com mais potencial de destruição de valor — e é justamente onde advisors genéricos terminam seu escopo. A AAWZ acompanha os primeiros 12 a 24 meses após o closing em cinco frentes de atenção contínua:
8.1. Retenção da base de clientes
A meta operacional é manter acima de 85% [VALIDAR] da base de clientes e do AuC nos primeiros 24 meses. As ações típicas incluem: comunicação estruturada aos clientes sobre a nova estrutura, manutenção de relacionamento com AAIs-chave, preservação de condições contratuais de suitability e advisory, monitoramento mensal de fluxo de AuC e sinalização precoce de risco de saída.
8.2. Retenção de assessores autônomos
O maior risco pós-deal é a saída em massa de AAIs-chave — que pode levar consigo parcela relevante da base. Programas de retenção bem desenhados incluem: vesting de bônus de retenção com janela de 24-36 meses, participação em performance da nova estrutura, programa de sucessão do fundo de comércio, comunicação clara sobre o novo plano de carreira.
8.3. Continuidade regulatória CVM
A transferência formal de registros CVM, atualização dos contratos com custodiantes, continuidade das evidências de suitability e PLD/KYC e adaptação da governança corporativa ao novo controle acionário são tarefas que consomem os primeiros 6 a 12 meses. Falhas aqui geram risco regulatório que pode atingir a operação inteira.
8.4. Cumprimento das cláusulas de earn-out
A AAWZ acompanha o cumprimento das cláusulas de earn-out em tempo real — medindo a métrica contratual (receita recorrente retida, tipicamente) e sinalizando precocemente desvios que possam comprometer o pagamento diferido ao vendedor. Advisors genéricos abandonam essa função no closing; a AAWZ segue acompanhando.
8.5. Resolução de passivos pós-closing
Contingências trabalhistas, fiscais ou regulatórias que emergem após o closing precisam ser endereçadas rapidamente — com acionamento dos mecanismos contratuais (escrow, indenização) dentro dos prazos previstos. A AAWZ acompanha o ciclo de passivos e coordena resolução ou escalonamento contratual.
8.6. Sucessão societária e patrimonial
Para sócios vendedores, a fase pós-deal também é o momento ideal para estruturar a sucessão patrimonial dos recursos recebidos na transação. A AAWZ articula, quando relevante, o planejamento patrimonial com o time de wealth da firma.
9. Perguntas frequentes sobre M&A de assessoria de investimentos
Quando é o momento certo para vender a minha assessoria de investimentos?
Os gatilhos mais comuns são sucessão societária (familiar ou operacional), estagnação de receita recorrente com custo operacional crescendo, proposta espontânea recebida sem valuation defensável e oportunidades de fusão estratégica. A recomendação é iniciar o diagnóstico entre 12 e 18 meses antes do momento de transação desejado — escritórios bem preparados vendem, em média, 20% a 40% acima do múltiplo aplicado sem preparação [VALIDAR faixa].
Qual múltiplo vale a minha assessoria em um processo de M&A?
A faixa típica observada em M&A de assessorias e consultorias brasileiras fica entre 8x e 15x EBITDA ajustado [VALIDAR], variando conforme receita recorrente por AuC, churn histórico, estrutura de partnership, maturidade contábil e evidências CVM. Escritórios com receita concentrada em poucos clientes, captable desorganizado ou dossiê regulatório incompleto tendem a ficar na banda inferior.
Qual é o prazo completo de um processo de M&A em assessoria?
Um processo completo conduzido pela AAWZ dura entre 12 e 24 meses, somando diagnóstico e valuation (30 a 45 dias), estruturação e due diligence preventiva (60 a 120 dias), negociação e fechamento (60 a 180 dias) e integração pós-deal (12 a 24 meses). Escritórios já profissionalizados conseguem concluir até a fase de negociação em 6 a 9 meses.
Como começar a preparar uma assessoria para M&A?
A preparação começa por três frentes integradas: (1) saneamento contábil, com DRE gerencial auditável e projeção de receita recorrente por AuC; (2) reorganização societária, com captable claro, partnership vigente e sucessão do AAI endereçada; (3) arcabouço regulatório completo, com evidências CVM 178/179, PLD e KYC documentados. A AAWZ entrega um plano de preparação específico no diagnóstico da fase 1.
O processo de M&A é sigiloso? Meus assessores e clientes ficam sabendo?
Sim. Todo processo de M&A conduzido pela AAWZ opera sob NDA estrito em todas as partes envolvidas — com teaser anonimizado na abordagem inicial, sala de dados com controle de acesso granular e exposição nominal apenas nas fases finais da negociação com o comprador definitivo. A equipe interna do escritório é informada conforme cronograma previamente acordado com os sócios.
Qual é a taxa cobrada pela AAWZ em um processo de M&A?
A prática M&A AAWZ combina fee fixo inicial (para diagnóstico e valuation da fase 1) mais success fee calculado sobre o valor da transação no closing [VALIDAR modelo comercial]. O modelo é dimensionado conforme o porte e a complexidade da operação — solicite proposta personalizada a partir do AuC e perfil do escritório.
Como é a due diligence específica para assessoria de investimentos?
Combina três camadas: (1) jurídica e regulatória (contratos com custodiantes, partnership, evidências CVM 178/179, PLD/KYC); (2) financeira e fiscal (DRE gerencial, receita recorrente por AuC, obrigações acessórias, passivos tributários); (3) operacional (qualidade da base, churn, estrutura tecnológica). A AAWZ monta o dossiê preventivo antes mesmo do comprador solicitar — o que reduz risco de renegociação.
Se o múltiplo oferecido estiver baixo, a AAWZ recomenda rejeitar?
Sim, quando faz sentido estratégico. Parte do papel AAWZ como advisor M&A é sinalizar ao sócio quando a oferta está abaixo do múltiplo defensável pelo modelo de valuation setor-específico. Operações são rejeitadas ou renegociadas sempre que o preço fica abaixo da faixa setor-justa, mesmo que isso prolongue o processo em meses.
10. Pronto para estruturar a operação de M&A da sua assessoria?
A AAWZ é o único player independente especializado em M&A de assessorias, consultorias e wealths no mercado brasileiro — com mais de 300 operações conduzidas e 8+ anos de atuação exclusiva no setor [VALIDAR]. Nossa prática combina valuation setor-específico, due diligence preventiva, estruturação contratual detalhada e acompanhamento pós-deal dos primeiros 24 meses.
Se você é sócio de uma assessoria CVM 178, consultoria CVM 179 ou wealth independente avaliando venda, aquisição, fusão ou sucessão societária, a AAWZ conduz o processo completo — do diagnóstico inicial ao fim do earn-out. O primeiro passo é o diagnóstico e valuation preliminar gratuito, que entrega a faixa indicativa de múltiplo aplicável, o diagnóstico operacional dos pontos que mais impactam o valor e o plano indicativo de preparação — mesmo que você decida não transacionar.